Meio de volta...

quarta-feira, agosto 24

SONHOS 💗


Um dia, a vida toda dentro de 24 horas a mania de perseguir algo intangível. O topo dos sonhos as pedras da realidade, a vida ...a dose da infelicidade, a energia sugada pelo sangue transbordando em suor, em lágrimas.

O fim. o sol se pondo, a lua regente, os sonhos no topo do murro de pedra, a luz da lua nas pedras dos sonhos.
Sonhos intangíveis, brilhantes, vibrantes nós atraindo com seu canto de sereia, pobres pescadores, nos afogando em mares gelados nos conduzindo as pedras, um vislumbre de esperança relampeja nos olhos ...indo de encontro a montanha de pedra dourada topada de sonhos intangíveis!

Coração acelerando a água puxando, jogando de encontro as pedras, a sensação de conquista, a força do desejo desperta e por um momento a esperança e maior que o medo.

 A onda te joga, te afunda a água te gira entrando na boca, rasgando os olhos, sufocando a garganta, a mente brilhante focada no sonho, no topo do morro de pedras. Um lugar arrisco, duro e branco, perverso, onde os sonhos são depositados e venerados, velados por nossos olhos e amados com toda força de nossos corações…. Irascíveis!

Em orações sem pudores tudo que proferimos são: eu preciso, eu quero, eu decreto.


O mar engole mais uma vez, a força se esvaindo a água gelada entorpecendo a pele ..gelada.. a agua...

Entrando pelo nariz, um suspiro, os olhos olhando para o céu...a única prece sincera da vida uma, prece silenciosa...gelada e nada ...❌

 

 

terça-feira, fevereiro 22

BURLESCO, O REI OCO

 Aquelas palavras tão bem construídas na aurora dos tempos, desferidas daquela boca insalubre, pareciam desconexas. Mesmo conhendo-as, para mim, naquele momento, pareciam apenas um amontoado de impropérios, sem sons — apenas grasnidos.

​Palavras jogadas, cuspidas, sem sentido, arremessadas da boca para fora.

​Um anão nas palavras, um gigante no ego, um ignorante perverso. Letrado?

​Sentado em seu trono umbrático, com a postura de uma gárgula pousada sobre a sua insensatez, exibia olhos aparvoados, refletindo a si mesmo como Narciso[nota 1], encantado por sua "feiura", bêbado, mergulhado em sua sofrível vivência.

​Não sei se era um homem ou se já fora um dia, talvez em algum lugar... Mas, hoje, era tão somente uma criatura achavascada, sem molde.

​Uma criatura arrogante com borbulhas pelo corpo, um ser ignóbil vestido em calças de homem, um rei com uma pequena cadeira que chamava de trono, um ser com um pequeno bastão e um título pelo qual, por sua própria definição, se achava nobre.

​Burlesco. Não era amigo, não era um homem, não era um cão!

​O burlesco é perigoso só por um motivo: lhe deram um cetro.




 


quinta-feira, agosto 20

Chuva

 E quando a chuva molhar e o cheiro de terra alcançar seu coração

Eu já terei ido embora
Apenas o passado
Ainda estará lá
O coração pulsa
A alma implora
A dor esta presente
O futuro...
Eu não sei
O dia acorda
A tarde adormecer
A noite morre
E o tempo que passa
E as teclas do piano
O som do sax
As cordas do violão
A musica que nunca cantei
A letra que nunca escrevi
As palavras abandonadas
A covardia
O meu orgulho
A vida o delírio....
A embriagues torpe das paixões
A solidão que acomoda
O frio da madrugada
As meias
E as minhas lágrimas que não cessão
Só eu vejo a chuva e ela cai dentro de mim
Inunda meus olhos..