
Minhas idéias...as vezes se fundem,se misturam e eu me perco.Quero acordar,me libertar e viver.Esta sempre escuro e frio aqui. Não tem luz...eu sei como é a luz é forte e brilha.Sinto sempre frio.Meu corpo se irrita. Treme.Me pertuba.Não quero mas estar aqui. Não pertenço a este lugar..Quero ir .Quero muito ir.As sombras me chamam eu me encanto. Elas dançam. Bailam.Encantam.Me chamam.Quero ir .Sentir a leveza da dança imaginária das sombras.O vento que as rodopia. Ele não me gelaria como faz agora.E tão escura a noite e tão bom quando as sombras vêem dançar aos meus pés gélidos nesta hora o frio se esvai, só ficando a brisa que as rodopiam.Meus olhos se encantam,eu me calo e eu desejo.Desejo que me enche as veias me aquece o corpo.A alma pulsa em algum lugar de mim ;adormeço com o som da brisa.Sonho.Corro por entre o campo de flores negras e perfumadas de absinto.Enebriante.Excitante. Me deito no meio delas . Estou fora de meu corpo. Estou fora mim.E não quero mas ir.O desejo pulsa, o sangue se aquece.Meu coração bate vermelho.Me levanto e corro para o nada. Por que o nada ali e infinito.Eterno. Perigoso.Tenho poder emanando das mãos.Trasformo o céu em chamas e os rios em vinho. Tomo vinagre. Estou viva.Tenho meu coração em minhas mãos meus olhos se transformam.Minhas viceras em cólicas vomitam a podridão que minha alma um dia foi.Estou morrendo.E quero e preciso morrer. “Depois do erro a redenção”.Estou morta, mas ambiguamente e deliciosamente viva.