Terça-feira, Fevereiro 2

Sei lá

Então era isso de novo..o poço..o fundo e a escuridão.O frio eu ja conhecia,as lágrimas que desciam suscessivamente,perda de controle e baixa estima.Era o fim mais uma vez.Mais um ponto final.Mas uma vez o THE END,surgirá na tela da minha vida.
De volta ao começo ao principio de tudo. De volta ao chão,a terra e a solidão.De volta as noites frias e quentes de verão,de volta a febre,a doença e o esquecimento.
De volta as interminaveis conversas comigo...eu e minha inseparável sombra eu e minha vida de solidão.Não tenho gatos.Nem flores. Eu ando pelas ruas e nas ruas..também não ha nada.A vida num ponto...no ponto final.A vida poderia ter sido um traço,mas ela foi cheia de alto e baixos cheio de frios na barriga,com muito medo,sorrisos e mas nada...so teve isso mesmo..estou cheia...de mim,da dor e dessa vida.
Não tenho tendecias suicidas....sou cristã meia pagã meia crédula e boba...
vou sair
Até amanhã...

Quarta-feira, Janeiro 27

Sirenia....Seven sirens and a silver tear

Domingo, Janeiro 24

Magic Man-HEART

Never - HEART

Obsessão ( by Lets)

Era uma droga ,um vício uma possessão ..uma obsessão!
Para qualquer lugar que eu me virasse lá estava ele.
Estava em mim, em minha retina.Estava lá fora o tempo todo.
O tempo todo eu o ouvia,falando,sussurrando...me seguia?!
Eu ja não sabia por quanto tempo eu ja não sabia até quando a situação perduraria...
Andava sob meu olhar e suposta admiração.Dormir ...eu ja quase não dormia,não comia. Aquilo estava me consumindo,me iludindo e me inibindo.Perdi amigos,sonhos e tudo que era importante.Obsessão!!!
Quando num dia, no fim do inverno o sol brilhava parecia feliz eu não ...lá estava ele parado olhando...olhando o que? Porque? Eu me perguntava....até quando eu viveria assim sem paz,sem certesa do futuro.Morrer e futuro?
E sofrer o que é? Passado? Presente? Eu não sabia! Eu não queria mais saber...estava decidida sai em direção daquele que hoje era meu algoz o meu elemento de sofrimento saquei do revolver e atirei uma,duas,três e quatro vezes. Fui presa.
Quatro anos se passaram desde então só agora olhando da janela do hospital prisão que compreendi que ele nunca me perseguiu que quem o perseguia era eu....

 
(obs: Ler pode,copiar ....tem que pedir,ok?!)

Sexta-feira, Janeiro 15

Misericórdia.



Contemplar a lua era um hábito nela eu via o meu futuro.Naquela noite a lua tinha em volta dela uma albobada vermelha. Me preparei para o pior.Me preparei para perder algo muito precioso.Poderia ser qualquer um.
Mas, a lua me levou algo muito mas que precioso me levou Gustavo meu único amigo e irmão.
No crematório havia pessoas que eu a muito tempo  não as via.Era estranho.Eu era estranha.
Quando cheguei a Misericórdia cidade encrustada no meio de um vale,vilarejo que nasci e passei toda minha infância e parte da adolescência, pensei que encontraria meus pais andando por ali de mãos dadas sempre de mãos dadas...a cidade não tinha mudado nada e eu estava ali somente para atender o último pedido do meu irmão jogar as cinzas dele no jardim da casa que nós moramos e que ele ainda morava e que continuaria morando.
A casa ainda tinha aquele cheiro de infância. As portas e janelas, tudo tinha uma história pra contar. Dormi pensando em Gustavo ele era meu único parente vivo. Agora eu estava sozinha.
Quando acordei o sol começava a se por.Não faria o ritual das cinzas na hora da zona morta.
Desci pelas escadas segurando aquela caixinha centrada nos pensamentos entrei no ritmo compassado do relógio.Quando toquei a porta meus pés ja não sentiam ,mas o chão. meus olhos ja não via as cores e eu não era mas a mesma. A magia do lugar e minha magia haviam me transformado. Sim eu tinha sido banida. Banida de Misericórdia.Nasci bruxa a familia toda era especial assim por dizer. Misericoridia tinha segredos tantos eram que ninguém os contava.
A minha história não e triste. Fui banida pq fui má. Pq usei de forma errada meu poder. E todo mal que você deseja retorna para você com uma força esmagadora brutal. Quando eu entrava entrase minha aparencia mudava. Eu estava agora entranse. Joguei as cinzas de Gustavo,me sentei no balanço chorei e pedi perdão.

Domingo, Dezembro 13

Lidice...a Andarilha

E tudo não passava de flores,sonhos e brilhos. E era tudo imaginação.Não tinha nada.
Somente a mesa velha. A cadeira remendada a soleira suja e o frio de sempre a casa ainda era úmida e a tristesa ainda me rodeava,me alimentava e tocava.
Sentia pele queimar.os ossos estalarem. Estava mesmo indo de mal a pior.Mas nunca morreria!Como eu nunca morreria? Como viver dos outros? Como me alimentar dos outros? Onde foi que eu errei? Porque eu? deveriam ter me deixado morrer....solucei.

Aquele dia no casabre a beira de um lago frio ficou para trás agora eu tinha o que desejava e entendi que viver era uma necessidade de todos uns comem carne de animais,outros so legumes,outros me dizem que vivem de luz..bom eu também vivo de uma certa forma de luz..aquela luz que tem mantém de pé todos dias  e dessa luz que vivo da sua energia da sua força motriz aquilo que te empurra para frente. Eu sugo,eu tomo eu puxo para mim. Eu vivo. Você morre.
Não estou nem ai...crise de consciência não cabe mais....
Viver é minha prioridade.E só.